Altruísmo, saudável até que ponto?

A wrinkled face tells more than just an age.
As rugas que nos aparecem na face, podem transmitir mais do que a nossa idade…

Ser-se boa pessoa, resulta dum conjunto de factores. Começa pela educação que nos dão em criança, da sociedade onde crescemos e vivemos e de nós próprios, enquanto indivíduos, do modo como assimilamos, absorvemos e seleccionamos o que queremos manter e reservar para formar a nossa personalidade, carácter, atitudes, enfim… tudo o que nos tornamos..
Eu, pessoalmente, tive uma educação muito… não digo severa, mas foi muito restritiva.
E isso ensinou-me toda a base de como ser boa pessoa, ajudar o próximo, ser poupada, estar sempre disponível. Enfim, uma quantidade ínfima de aprendizagem que hoje em dia, se tem virado contra mim.
Infelizmente, são poucas as pessoas com educação semelhante (aliás, até bem oposta) e, eu sinto que ando a remar contra a maré.
Uma vez que dou tanto de mim e o retorno é mínimo. Acho que está na hora de ver as coisas com outros olhos e, valorizar-me mais a mim própria, em vez de ser tudo para os outros. No entanto, não pretendo perder a minha essência. Não me hei-se tornar uma pessoa amarga, egoísta ou invejosa. Se é que isto faz sentido !!!!
Não quero com isto dizer, que vou esquecer o legado que me foi passado. Não, de todo!
Vou tentar ser mais eu. Porque eu, sendo eu, com certeza vou ser mais feliz!

Cada vez mais me convenço, que os meus ideais, gostos e até atitudes, estão a mudar com o passar do tempo (idade). Atenção… Não estou a queixar-me, muito pelo contrário. Ando a dar mais valor a coisas que têm ficado esquecidas no passado… Porque havia sempre alguma prioridade, alguma dificuldade financeira, indisponibilidade familiar, enfim… Resumindo, era tudo mais prioritário do que eu, do que eu gosto realmente de ser, fazer, aprender, etc.

A vida tem então vindo a ensinar-me e, principalmente, a mostrar-me, que eu, moi-même, dou sempre mais de mim própria, do que recebo em troca.

O altruísmo é bonito mas tem também que haver algum equilíbrio, algum retorno.
Afinal de contas, não quero virar Santa, nem Freira, nem Mártir, nem nada que se aproxime dessa onda.

  • Ouvir um obrigado de vez em quando, cai bem.
  • Ouvir um está tudo bem contigo quando menos esperamos, cai bem.
  • Manter uma amizade verdadeira e sem interesses ocultos, ou troca de favores, cai mais do que bem.
  • Ouvir um simples “bom dia”, é maravilhoso e é tão raro hoje em dia!

São pequenos gestos como estes, que me animam a enfrentar todos os desafios que enfrento diariamente e, muitos assuntos delicados inerentes à profissão que escolhi e que adoro (embora não seja fácil)!

Em conclusão e, porque o texto já vai longo. Noto que, com o passar do tempo, sinto-me cada vez mais sozinha, desapontada, desiludida com a frieza e egoísmo do ser humano que… por mais forte que eu tente ser (ou fazer parecer…), esta falta de retorno, começa a quebrar-me, desmotivar-me e desanimar-me.

Sim… é como me sinto neste momento; frustrada, esgotada, desanimada e pior ainda, a sentir que o mundo está a virar-me as costas. (Revoltada, também se pode aplicar)

Mas como eu sou mais do que teimosa, continuo na luta.

Sozinha… Mas não faz mal.
Hei-de dar a volta por cima.
E em breve, espero ter desabafos mais suaves e animados.

Beijinhos doces e sejam felizes

Expressão Popular: “A vida são dois dias e o Carnaval são Três”

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